terça-feira, 25 de junho de 2024

Arte em Flor

 

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 Arte em Flor

Ikebana, arte em flor, 

Poesia feita de cores, 

Cada pétala uma palavra, 

Cada ramo, mil amores.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Oração Silenciosa

 


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Oração Silenciosa

No arranjo delicado, 

A alma se revela, 

Flores dançam em silêncio, 

Uma prece singela.


sábado, 22 de junho de 2024

Entre Beijos e Lagrimas



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Entre Beijos e Lagrimas


Você chegou como um sonho,

Me trouxe luz e calor, 

Nossos corações se encontraram, 

Num abraço repleto de amor.

Mas o tempo revelou espinhos, 

No jardim que cultivamos, 

Palavras duras, discussões, 

O paraíso que desmoronamos.


Entre beijos e lágrimas, 

Nos perdemos na escuridão, 

O amor virou saudade, 

E a saudade, solidão.

Entre beijos e lágrimas, 

Nosso conto se quebrou, 

O que antes era eterno, 

Hoje é só o que restou.


As promessas feitas ao luar, 

Agora são só recordação, 

Cada briga nos afastava, 

Destruindo a nossa canção.

O ciúme, a insegurança, 

A desconfiança que surgiu, 

Transformaram o nosso lar, 

Num campo de batalha hostil.


Entre beijos e lágrimas, 

Nos perdemos na escuridão, 

O amor virou saudade, 

E a saudade, solidão.

Entre beijos e lágrimas, 

Nosso conto se quebrou, 

O que antes era eterno, 

Hoje é só o que restou.


Ainda sinto teu perfume, 

Nas roupas que você deixou, 

Mas a dor é mais forte, 

Do que o amor que restou.

As memórias são fantasmas, 

Que me assombram sem parar, 

O teu sorriso era o sol, 

Agora só resta o luar.


Entre beijos e lágrimas, 

Nos perdemos na escuridão, 

O amor virou saudade, 

E a saudade, solidão.

Entre beijos e lágrimas, 

Nosso conto se quebrou, 

O que antes era eterno, 

Hoje é só o que restou.


E no silêncio do quarto, 

Ouço ecos do passado, 

Nosso amor foi chama intensa, 

Hoje é cinza, é legado.



sexta-feira, 21 de junho de 2024

Entrelaços


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Entrelaços

Relacionamento

Nossos corações são entrelaços,

Em um laço que o tempo não desfez,

Nas alegrias e nas dores, 

Somos um, desde a primeira vez.


Caminhamos lado a lado, 

Construindo pontes de esperança, 

E nos olhares compartilhados, 

Nasce a eterna aliança.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

O Beijo do Destino

 

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Amor

Teus olhos são estrelas brilhantes,

Que iluminam meu caminho incerto,

Nos teus braços, encontro paz,

Teu beijo, o destino perfeito.


A vida ganha cores intensas,

No abraço apertado do amor,

E cada dia ao teu lado,

É um presente do Criador.


A Canção da Floresta

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Natureza

No silêncio verde da floresta,

Canta o vento suave e gentil,

Rios sussurram segredos, 

Sob o manto azul de anil.


Borboletas dançam em flores,

Enquanto a vida ganha cores.

Os pássaros seguem sem rumo

num mundo sem prumo.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Na medida certa...


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Na medida certa.
Com o desejo de confeccionar uma receita,
buscamos pela aquisição dos ingredientes.
Separamos e organizamos,
colocando-as a nossa frente.

Na medida certa,
distribuímos os mesmos em vasilha
pré escolhida.
Pitadas e dosagens
na medida certa.
Intenções firmes e
Amor verdadeiro.
Na medida certa.

Na medida certa,
mexemos e misturamos tudo
até ao ponto chegar,
para só assim ao forno levar.
Seja bolo,
seja torta,
seja o prato que for.
Na medida certa,
Seja na vida de amor.
Tudo na medida certa.

Na medida certa.
Tudo feito com muito esmero e infinito amor.
Ao forno de fogo brando
levamos a cozinhar,
enquanto vigilantes ficamos a esperar.
Na medida certa.

Na medida certa esperamos,
enquanto a ansiedade nos toma pela emoção.
Na medida certa.
A hora de saborear a receita se materializa,
aos poucos,
na medida certa.
Vai se concretizando,
Na medida certa.
acelerando,
mas, sempre na medida certa.

Thürler L.A. (19 de agosto de 2013)



quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cante Lá Que Eu Canto Cá

(De Cante lá que eu canto Cá - Filosofia de um trovador nordestino - Ed.Vozes, Petrópolis, 1982)
Patativa do Assaré



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Poeta, cantô de rua, 
Que na cidade nasceu, 
Cante a cidade que é sua, 
Que eu canto o sertão que é meu.

Se aí você teve estudo, 
Aqui, Deus me ensinou tudo, 
Sem de livro precisá 
Por favô, não mêxa aqui, 
Que eu também não mexo aí, 
Cante lá, que eu canto cá.

Você teve inducação, 
Aprendeu munta ciença, 
Mas das coisa do sertão 
Não tem boa esperiença. 
Nunca fez uma paioça, 
Nunca trabaiou na roça, 
Não pode conhecê bem, 
Pois nesta penosa vida, 
Só quem provou da comida 
Sabe o gosto que ela tem.

Pra gente cantá o sertão, 
Precisa nele morá, 
Tê armoço de fejão 
E a janta de mucunzá, 
Vivê pobre, sem dinhêro, 
Socado dentro do mato, 
De apragata currelepe, 
Pisando inriba do estrepe, 
Brocando a unha-de-gato.

Você é muito ditoso, 
Sabe lê, sabe escrevê, 
Pois vá cantando o seu gozo, 
Que eu canto meu padecê. 
Inquanto a felicidade 
Você canta na cidade, 
Cá no sertão eu infrento 
A fome, a dô e a misera. 
Pra sê poeta divera, 
Precisa tê sofrimento.

Sua rima, inda que seja 
Bordada de prata e de ôro, 
Para a gente sertaneja 
É perdido este tesôro. 
Com o seu verso bem feito, 
Não canta o sertão dereito, 
Porque você não conhece 
Nossa vida aperreada. 
E a dô só é bem cantada, 
Cantada por quem padece.

Só canta o sertão dereito, 
Com tudo quanto ele tem, 
Quem sempre correu estreito, 
Sem proteção de ninguém, 
Coberto de precisão 
Suportando a privação 
Com paciença de Jó, 
Puxando o cabo da inxada, 
Na quebrada e na chapada, 
Moiadinho de suó.

Amigo, não tenha quêxa, 
Veja que eu tenho razão 
Em lhe dizê que não mêxa 
Nas coisa do meu sertão. 
Pois, se não sabe o colega 
De quá manêra se pega 
Num ferro pra trabaiá, 
Por favô, não mêxa aqui, 
Que eu também não mêxo aí, 
Cante lá que eu canto cá.

Repare que a minha vida 
É deferente da sua. 
A sua rima pulida 
Nasceu no salão da rua. 
Já eu sou bem deferente, 
Meu verso é como a simente 
Que nasce inriba do chão; 
Não tenho estudo nem arte, 
A minha rima faz parte 
Das obra da criação.

Mas porém, eu não invejo 
O grande tesôro seu, 
Os livro do seu colejo, 
Onde você aprendeu. 
Pra gente aqui sê poeta 
E fazê rima compreta, 
Não precisa professô; 
Basta vê no mês de maio, 
Um poema em cada gaio 
E um verso em cada fulô.

Seu verso é uma mistura, 
É um tá sarapaté, 
Que quem tem pôca leitura 
Lê, mais não sabe o que é. 
Tem tanta coisa incantada, 
Tanta deusa, tanta fada, 
Tanto mistéro e condão 
E ôtros negoço impossive. 
Eu canto as coisa visive 
Do meu querido sertão.

Canto as fulô e os abróio 
Com todas coisa daqui: 
Pra toda parte que eu óio 
Vejo um verso se bulí. 
Se as vêz andando no vale 
Atrás de curá meus male 
Quero repará pra serra 
Assim que eu óio pra cima, 
Vejo um divule de rima 
Caindo inriba da terra.

Mas tudo é rima rastêra 
De fruita de jatobá, 
De fôia de gamelêra 
E fulô de trapiá, 
De canto de passarinho 
E da poêra do caminho, 
Quando a ventania vem, 
Pois você já tá ciente: 
Nossa vida é deferente 
E nosso verso também.

Repare que deferença 
Iziste na vida nossa: 
Inquanto eu tô na sentença, 
Trabaiando em minha roça, 
Você lá no seu descanso, 
Fuma o seu cigarro mando, 
Bem perfumado e sadio; 
Já eu, aqui tive a sorte 
De fumá cigarro forte 
Feito de paia de mio.

Você, vaidoso e facêro, 
Toda vez que qué fumá, 
Tira do bôrso um isquêro 
Do mais bonito metá. 
Eu que não posso com isso, 
Puxo por meu artifiço 
Arranjado por aqui, 
Feito de chifre de gado, 
Cheio de argodão queimado, 
Boa pedra e bom fuzí.

Sua vida é divirtida 
E a minha é grande pená. 
Só numa parte de vida 
Nóis dois samo bem iguá: 
É no dereito sagrado, 
Por Jesus abençoado 
Pra consolá nosso pranto, 
Conheço e não me confundo 
Da coisa mió do mundo 
Nóis goza do mesmo tanto.

Eu não posso lhe invejá 
Nem você invejá eu, 
O que Deus lhe deu por lá, 
Aqui Deus também me deu. 
Pois minha boa muié, 
Me estima com munta fé, 
Me abraça, beja e qué bem 
E ninguém pode negá 
Que das coisa naturá 
Tem ela o que a sua tem.


Aqui findo esta verdade 
Toda cheia de razão: 
Fique na sua cidade 
Que eu fico no meu sertão. 
Já lhe mostrei um ispeio, 
Já lhe dei grande conseio 
Que você deve tomá. 
Por favô, não mexa aqui, 
Que eu também não mêxo aí, 
Cante lá que eu canto cá.

Da Felicidade


Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

Mario Quintana

sábado, 27 de julho de 2013

A anunciação


Montevidéu


Virgem! filha minha
De onde vens assim
Tão suja de terra
Cheirando a jasmim
A saia com mancha
De flor carmesim
E os brincos da orelha
Fazendo tlintlin?
Minha mãe querida
Venho do jardim
Onde a olhar o céu
Fui, adormeci.
Quando despertei
Cheirava a jasmim
Que um anjo esfolhava
Por cima de mim...
Vinícius de Moraes


sexta-feira, 26 de julho de 2013

A arte de ser avó


Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações - todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...
No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!
E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.

Rachel de Queiroz


Rachel de Queiroz

Escritor: Carlos Drummond de Andrade

"Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira."

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Fernando Pessoa

"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
Fernando Pessoa

Fernando Pessoa


quarta-feira, 24 de julho de 2013

O cpf ou o "Eu"?


Passo a passo caminha a humanidade.
Cada eu buscando realizar seus sonhos dominados por um ego que reside no ser chamado cpf.
Um cpf gerado com várias (de)formações implantadas nos chips denominados ego.
Cpfs de desejos,
cpfs rancores,
cpfs ódio,
cpfs raiva,
cpfs egoismo,
cpfs magoa,
cpfs e cpfs repletos de sintomas doentios que não permitem ao “Ser”, divino, florescer como 
acordado em projeto primário de evolução.
Como acordar?
Como despertar o “Ser” que existe no ser?
Como permitir que a evolução espiritual aconteça e substitua o cpf existente no ser?
Que permita renascer o “Ser” que ama incondicionalmente o ser?
Perdoar e Amar a si e ao próximo mais do que a si mesmo.
Será essa a única saída?
Não permita que um simples ego comande a sua vida,
que um cpf diga o que você deve ou não pensar,
fazer,
realizar.
Intua,
reflita,
prospere,
evolua com o Todo e no Todo.
Para que a vida existente no ser aflore
preenchida do “Eu” da Felicidade e do Amor.

Poesia extraída na integra do e-book "Ikebana Flores Vivas" escrito por Thürler L.A.

Imagem extraída do filme "Hobbit" 



sábado, 20 de julho de 2013

Marilyn e a Rainha Wernalba.


Parte I



Ao longe um enorme castelo desponta no alto da montanha. Suas torres íngremes escondem-se por detrás das nuvens negras que insistem em pairar por sobre o castelo sombrio. Ao seu redor apenas penhascos e rochas. Raios, relâmpagos e gemidos estranhos ecoam e se pode ouvi-los a distância. Gargalhadas assustadoras são levadas pelo vento até onde o mesmo alcança. Ninguém até hoje ousou conhecer o castelo sombrio da rainha Wernalba ou mesmo chegar próximo. Mas como para tudo tem sempre uma primeira vez, um jovem camponês que reside em lugarejo distante do castelo se vê predestinado a limpar o tal castelo de suas assombrosas maldições e salvar a sua amada. Numa manhã nefasta, ao despertar de seu sono fúnebre, a rainha da negra montanha se deparou com sua imagem no longo e macabro espelho, não gostando nada do que vira refletido nele. Sua imagem estava deveras deformada e foi então que viu o seu fim bem mais próximo, sua vida estava por terminar neste plano. Furiosa buscou saber de que forma poderia ter de volta a sua juventude e continuar reinando como soberana no castelo das sombras e descobriu que para isso só havia um único jeito, encontrar uma jovem donzela com seus exatos 17 anos e que está fosse levada para o castelo, onde em ritual de magia, beberia o seu sangue e ofereceria a virgem ao senhor das trevas. Então, a rainha Wernalba convocou todos os seus súditos sombrios e ordenou que eles percorressem todos os lugares do mundo até achar a donzela de 17 anos. Como era de costume as jovens residentes na região próxima ao castelo, eram oferecidas aos noivos em casamento assim que completassem os 17 anos de primavera e dificilmente eles encontrariam ali alguma jovem solteira com a idade determinada. Mas, longe, bem distante do castelo sombrio, havia um pequeno vilarejo, de camponeses, de nome montês, único lugar onde as mulheres só se casavam após completar 18 anos. E justamente nesse lugar de poucos habitantes existia uma única jovem donzela de 17 anos, de beleza incomparável, cabelos compridos e negros como breu, olhos castanhos, pele morena e estatura mediana, uma linda jovem virgem, chamada Marilyn, o arquétipo do Amor. Seu noivo, o belo camponês Roman, era um jovem rapaz de 25 anos, com seus 1,70 cm, moreno, cabelos negros e lisos e com a coragem e força de um touro....(continua no livro Ikebana Flores Vivas)

Fragmento do Conto "Marilyn e a Rainha Wernalba"
Parte I, extraído do livro "Ikebana Flores Vivas" do escritor e poeta Thürler L.A.


Imagem do Castelo de Hades 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Mundo Ideal"

“Mundo ideal”.

Existe?
Qual o caminho?
Como chego até ele? 
Vou de ônibus ou de avião?
Posso ir de bicicleta?
Talvez possa mesmo ir a pé, quem sabe?
Existe mesmo o tal “Mundo ideal”?
Lugar onde as pessoas vivam bem,
onde pratiquem o bem e
elevem seus espíritos!?
...

Fragmento da Poesia "Mundo Ideal" escrita na integra pelo poeta e escritor Thürler L.A. em seu livro "Ikebana Flores Vivas".




quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Que Fizeste Comigo?


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O que fizeste comigo?
Chegaste de repente em meu coração.
Tocaste com uma mágica varinha do bem querer
e me chamaste para ti.
Enfeitiçado e surpreso caminhei em direção a você sem perceber.
Sem saber que no fim da lacônica caminhada encontraria o amor.
Sentimento único
e sublime que há muito não sentia pulsar em meu peito.

O que fizeste comigo?
O pensamento que leva e trás,
impressões em minh'alma guardadas em chip de memória.
As primeiras imagens,
As primeiras palavras,
os primeiros sentimentos,
os primeiros instantes em que te conheci.
Distante ainda...
Mas bem mais próximo do que podíamos imaginar.

O que fizeste comigo?
Me deixaste como um menino quando encontra o seu primeiro amor.
Feliz,
apaixonado,
desejoso do primeiro olhar,
do primeiro abraço
e por derradeiro
do apaixonado e amado primeiro beijo
de sua primeira namorada.
O que fizeste comigo?

Thürler L.A.
17 de julho de 2013.